sexta-feira, 29 de outubro de 2010

"LAÍS"


                                                 1989  -  2000


A tua doçura
Apagou-se
E deixou-me
Afogada
Ainda
Em maior solidão
Porque
Quase sem aviso prévio
Partiste
De maneira
Discreta e suave
Num já
Tão distante tempo
Que o seu deslizar
Sómente aviva
O  vazio da tua presença
Ausente.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

LIVROS IMPERDÍVEIS !!

            
    



Se queremos saber um pouco mais acerca da rede lançada pelo poder , algum dito democrático, sobre as populações mundiais ...é obrigatório ler com toda a atenção qualquer um destes livros.

Temos o dever de nos informarmos o mais possível, para que assim se cumpra a responsabilidade de cada um/a de nós.

Não podemos permanecer cegos, surdos e mudos em total indiferença a tudo quanto não seja a nossa própria vida.

Como meu Pai afirmava:"SÓ NÓS PODEMOS CUMPRIR A NOSSA RESPONSABILIDADE"

Grata pela presença!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

LUCIDEZ



"Não me sei conformar.
E saio, antes de entrar, de cada paraíso."

MIGUEL  TORGA

NOTA: Tirei a foto( interior da igreja de Nossa Senhora do Porto d´Ave, em Taíde - Póvoa de Lanhoso) em 18/9/2010.

sábado, 9 de outubro de 2010

"TEMPO URGENTE"

De alento se faz o corpo
De minguas luas se atraiçoa a fome
Das bocas que já não abrem
Sustento lento,
Que mata gente,
Que de seu nem tem o nome.

E os pés como charruas
Repisam vácuos, vãos e nadas
Lavras de um sol cansado
Mastigam as minhas mãos fátuas
E nuas...

A inércia dos dias iguais
Fincam as palavras revoltas
E livre de escoltas
Vem o dia e a hora arguta
Em que grito - basta!

Nem mais um gole
Nem silêncio
É do tempo urgente
As sendas da minha luta!

AUSENDA
(BLOGUE  "UTOPIA  DAS  PALAVRAS")

terça-feira, 5 de outubro de 2010

PRIMEIRO CENTENÁRIO DA REPÚBLICA PORTUGUESA



" As efemérides pedem números redondos e os centenários combinam bem com comemorações; mas, atenta a realidade da história e dos factos, foram-nos amputados quase 50 anos de prática de ideário republicano.Por isso, em bom rigor, podemo-nos considerar ainda uma jovem República , o que porventura explica parte das nossas fragilidades e as tergiversações que parecem ensombrar o nosso futuro.

A meu ver, é intolerável que a repartição dos rendimentos seja um dos principais factores da vulnerabilidade social em Portugal.

Ao Estado pede-se lucidez em relação ao presente e visão de longo prazo.

Neste tempo de grandes desafios, comemorar a República é não nos resignarmos ao que está mal. É sabermos enfrentar as dificuldades e, com um espírito realista, reconhecer os problemas e os obstáculos, sem nunca desistirmos da esperança. Como no passado, seremos capazes de ultrapassar as dificuldades. Para que isso aconteça, precisamos dos valores progressistas e democráticos da República. E necessitamos de vontade e capacidade de  mobilizar os portugueses, que são o fundamento da República.

Por isso, é a Nação como união de todos os portugueses e a res publica como governo  do interesse geral que quero, hoje, aqui recordar e celebrar."

JORGE  SAMPAIO
( Presidente da República Portuguesa:
9/3/1996 - 9/3/ 2006)

NOTA:
A foto é a da primeira página do jornal "A Capital", de 5 de Outubro de 1910.

Publicava a constituição do Governo Provisório do novo regime português: a República.